terça-feira, 2 de maio de 2017

cisão

Gostamos de narrativas e gostamos de heróis. Nossos maiores homens (ou mulheres) são os sujeitos de narrativas heróicas, os que nos reivindicam no mundo. Ideias sem sujeitos, sem agentes da narrativa, nunca alcançam o auge emocional e o vínculo afetivo do herói. Talvez, por isso, vivamos o sucesso das ideias extremas. O extremo é o emocional, que podemos vestir sobre alguém, nosso herói. Nossa racionalidade é instrumental. Nossos fins são emocionais. Nossas emoções vivem na cisão, na divisão entre nossos heróis e seus inimigos. Não existe ideia sem contraposição, não existe herói sem opositor.

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