segunda-feira, 22 de maio de 2017

apetite e intriga

Estava já programado para ler o livro "Dinastia"de Tom Holland. Havia já lido Rubicão. Nada programado pela temática política atual. De qualquer forma, uma das grandes magias do período romano clássica é o tema da intriga. A percepção do homem do período clássico parece superior, ao menos dentro de alguns quadros, a qualquer teoria normativa moderna do homem. Existe uma sutileza que me parece superior nas ideias de apetite, vício e intriga, no que na ideia econômica de maximização do próprio bem estar. Parece que, por exemplo, nos degraus mais altos da sociedade, o que move o homem não é o próprio bem estar, sequer uma racionalidade maximizadora instrumental. O espírito de conjuração e poder é algo em si. E o bem estar parece um sem tamanho apetite, simplesmente. A relação do homem não é com as coisas, nem com a riqueza. É com os outros homens, adversarial e redentora. A vitória do marxismo de inspiração soviética é permitir o compartilhamento da redenção pessoal do líder, como redenção do partido.

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